terça-feira, 21 de maio de 2013

Diário de notas sem texto


(4)
20 de maio de 2013 – 13:14
Sobre escrever, venho percebendo o quão esquizofrênica é minha escrita. Talvez qualquer escrita. O que me fez chegar à essa conclusão foi o Twitter, querido amigo de todas as horas.
A rede social consiste em escrever para si mesmo esperando que alguém vá responder ou replicar seus devaneios particulares. Daí tirei minha conclusão da escrita esquizofrênica. Seguindo a linha da honestidade que prometi há duas notas atrás, irei confessar uma coisa: escrevo para ser lida. Não irei perpetuar a mentira que escrevo para mim, pois desde que comecei a escrever mantenho um blog que faço bastante questão de divulgar. Porém, há vezes nas quais sinto que meus textos são conversas que travo comigo. Aliás essa é uma mania que desenvolvi, discuto comigo em voz alta, volto e meia até me altero. À noite acordo com essas conversas ecoando em minha cabeça, como o esquizofrênico que ouve vozes, e me ponho a escrever, frenética, para aliviar a perturbação que isto me causa.
Se eu escrevesse, escreveria esquizofrenias desgovernadas que em si devem fazer algum sentido particular.

2 comentários:

  1. [?contradição?]
    ...ser humano é ser contraditório...

    ResponderExcluir
  2. Mari é quase isso que gosto de escrever pras materias.

    ResponderExcluir