quinta-feira, 21 de março de 2013

Grandes amigos e uma boate vomitada


Quarta-feira à noite. Estava cansada, foi um dia longo. Há alguns dias, ou até meses, eu estava carregando saudades. Não daquelas sufocantes, mas daquelas que chega devagar, com uma lembrança, um riso no meio do nada, e, de repente você se vê tomado por nostalgia. Eu estava assim na quarta-feira longa demais.
Facebook, santo de todos os santos, grande localizador de grandes amigos, me informou que duas das pessoas mais queridas que provavelmente vou conhecer (sem grandes puxa-saquismos) iriam para uma boate tão querida quanto. Os três moram no meu coração. Decidi sair do meu ostracismo, outro amor, e fui encontrá-los.
Obviamente, me apressei pois a paciência não é uma das minhas virtudes. Os encontrei em um boteco. Detesto botecos, mas vê-los foi tão bom que nem lembrei que estava naquele lugar horroroso. Fiquei feliz com minha dose de fenilanina, cigarros e lembranças. Dois anos se passaram e nada mudou. Absolutamente nada.
Chegando na amada boate que também não via há tempos, cantei, conversei, vi um dos amigos vomitar, em resumo: uma noite comum com eles. Ah, como eu senti falta disso! Preciso falar que arrasei no Franz Ferdinand. Conheci muita gente interessante e tive a ilustre oportunidade de sacanear um gringo. A vida voltou a ser maravilhosa.
Sr. Namorado não ficou tão satisfeito com o fato de eu ter saído com dois homens, que para mim ainda são meninos, para um boteco. Eu entendo e não entendo. Acho bobo essas regras implícitas da sociedade de que quando namoramos só podemos sair com pessoas do mesmo sexo. Mas não sei se me sentiria confortável com essa situação. A sociedade é tosca mas eu também sou. Sou jovem.
No final da noite o saldo foi positivo, e o guaraná caro demais.

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